7.4.09

Cidade japonesa planta maconha para enfrentar a crise




Com a economia japonesa registrando um recuo de 12,7% entre outubro e dezembro, faz sentido que alguns projetos alternativos possam virar tendência na hora de enfrentar a crise. Na cidade de Kitami, na província de Hokaido, um empresário acredita que a maconha possa promover o crescimento econômico.

Hidetaro Funayama, 58 anos, representa um grupo que usa uma área para plantar cânhamo, planta que é da família da Cannabis, mas que não tem o efeito alucinógeno da maconha. A ideia é processar e industrializar o cânhamo para fazer papel, porta-CDs, óleo de cozinha e materiais de construção.

A plantação ocupa um terreno mais afastado do centro da cidade, que tem apenas 126 mil habitantes.

Funayama começou sua plantação em 2006, depois de visitar a Alemanha, um país mais tolerante em relação ao uso do cânhamo para uso industrial em 2003. Há projetos alemães que escolheram o cânhamo exatamente como material sustentável para decoração e interior de carros de luxo.

Desde que Funayama começou seu projeto, agora há pés de Cannabis crescendo ao longo da estrada. Alguns pés chegam a ter quatro metros de altura.

A prefeitura de Hokaido reconheceu a região como “especial” para o crescimento de cânhamo para uso industrial em agosto do ano passado, quando a subprefeitura de Kitami enviou um pedido explicando a situação.

Um porta-voz da prefeitura de Hokaido admite que é difícil incentivar a plantação, quando o uso de maconha vem crescendo em todo o país.

Mas Funayama e seu grupo estão confiantes. “Eu quero desafiar a má impressão que a produção de cânhamo tem em alguns lugares e fazer com que as pessoas parem de pensar apenas nas drogas”, disse.

O governo japonês proíbe a importação de pés de Cannabis, a menos que sejam tratadas para que não possam desenvolver o componente alucinógeno.

A sub-prefeitura de Tochigi, no leste do Japão, já desenvolveu até uma espécie própria chamada ‘‘Tochigi shiro’’ que produz cânhamo para fazer os cordões dos robes usados pelos monges em rituais da religião Xintoísta.

O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar já indiciou que não haveria problema se Hokaido, uma região mais conhecida pelo turismo, também criasse sua própria espécie.

Para o grupo liderado por Funayama, o objetivo é plantar mil hectares, o que daria um faturamento anual de um bilhão de ienes, o equivalente a R$ 25,4 milhões.

A sub-prefeitura de Kitami está pesquisando agora a possbilidade de usar o cânhamo para purificar o nitrogênio do solo, já que as raízes se aprofundam na terra e a planta cresce muito rápido.

Com as autoridades do lado de Kitami, o único problema mesmo é evitar o roubo de plantas por cidadãos incautos que acreditam ser aquela Cannabis a “boa”.

6.4.09

Yiê!!!

Se ainda fosse vivo, Mestre Pastinha completaria hoje 120 anos.



Vicente Pastinha foi filmado, fotografado, entrevistado, gravou disco e deixou um livro. A capoeira nunca mais poderá esquecer este guardião da capoeira Angola. Foi lá no largo do Pelourinho que funcionava a sua academia, o Centro Esportivo de Capoeira Angola fundada em 1941.

Milhares de pessoas estiveram na academia, ficavam impressionadas com as cantorias, com o som dos berimbaus, pandeiros e agogôs e principalmente, com os jogos que lá rolavam.

Por fim, foi feita uma reforma no sobrado, disseram ao mestre que ele não tinha com o que se preocupar, após terminadas as obras, ele voltaria lá, seu lar, sua academia.

Nunca mais se ouviu a voz de Pastinha dentro do velho sobrado. O Mestre Pastinha não voltou, morreu na escuridão de um quarto decadente no bairro Pelourinho em Salvador.

"Leite de maconha" ganha consumidores na América do Norte


Da Folha



MAURÍCIO HORTA
colaboração para a Folha de S.Paulo


"O 'hemp milk' tem saído tão bem quanto o leite de soja, e pais me dizem que o sabor baunilha é perfeito para as crianças", diz Marcus Amies, gerente da loja de produtos naturais Jimbo's, num subúrbio de San Diego, Califórnia (EUA). O produto -um leite vegetal orgânico com leve sabor de nozes e rico em aminoácidos essenciais e ômega 3 e 6- teria tudo para atingir mercados mundiais de orgânicos, não fosse um detalhe: é feito a partir de Cannabis sativa L., a planta da maconha.


Após seis décadas de proibição no Canadá por seu uso recreativo, o cultivo comercial do cânhamo reiniciou-se em 1998.


Os EUA, que forçaram o vizinho à criminalização nos anos 1930, abocanham hoje 59% das exportações. Lá, o litro do leite de cânhamo custa US$ 4,99; a garrafa de 457 g de azeite, US$ 14,99; e barrinhas energéticas, US$ 2,29. No Brasil, os produtos não estão disponíveis.


Nutrientes


"Como sementes de outras plantas, a maconha tem constituintes nutritivos", diz o psicofarmacologista Elisaldo Carlini, da Universidade Federal de São Paulo. Segundo ele, não há risco de sentir "barato" ao ingerir esses produtos.


"Nas sementes não se encontra quase nada de THC [tetrahidrocanabinol, sua molécula psicoativa]", afirma.


A substância concentra-se na resina excretada pelas flores da planta fêmea, não usada nos alimentos. Ademais, o cânhamo industrial tem concentração de THC de 0,5%, contra mais de 5% da cepa usada para fins recreativos.


Seu óleo é rico em ácidos graxos essenciais -ômega 6 e ômega 3. Embora não sejam sintetizados pelo organismo, são necessários, por exemplo, para a transmissão de impulsos nervosos, síntese de hemoglobina e divisão celular.


"O que chama a atenção não é apenas a quantidade, mas sua proporção", diz a nutricionista Samara Crancio, do Conselho Regional dos Nutricionistas de ES, MG e RJ.


O óleo do cânhamo apresenta uma razão de três partes de ômega 6 para uma de ômega 3 -dentro da ideal, entre 2:1 e 3:1, proposto por pesquisas, diz Crancio. "O mais próximo disso é o óleo de canola, mas o do cânhamo é melhor. Já uma razão muito elevada favoreceria o desenvolvimento de doenças alérgicas, cardiovasculares e inflamatórias."


As proteínas da semente fazem dela uma boa opção vegetariana, segundo a nutricionista. "Poucos alimentos vegetais têm proteínas de alto valor biológico, e entre eles estão as sementes de soja e de cânhamo."


Enquanto a soja é indicada especialmente para mulheres que entram na menopausa ou que precisam fazer reposição hormonal, por conta das isoflavonas -fitoesterol que "imita" o hormônio feminino estrogênio-, o cânhamo é bom para pacientes com deficiência de ácidos graxos essenciais, crianças e atletas, diz Crancio.


Em 100 g de semente ainda estão presentes mais de 100% da recomendação diária de vitamina A e quase o suficiente de B1 e B2. Como sua produção não exige herbicidas nem fertilizantes, sua maior parte é certificada como orgânica, segundo o Departamento de Agricultura do Canadá.


Seria então o alimento perfeito? Ainda é cedo para dizê-lo. "Geralmente, alimentos têm componentes bons e ruins, e o importante é oferecer um que seja seguro. Ainda não encontrei estudos científicos que comprovem que essa semente seja livre de compostos antinutricionais", diz Jocelem Salgado, professora de Nutrição Humana da Esalq-USP e presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais.


Produto de exportação


O negócio ainda é pequeno. Segundo a Aliança Comercial Canadense do Cânhamo, o mercado de qualquer nova variedade agrícola demora de 15 a 50 anos para se desenvolver. O cultivo legal do cânhamo mal alcançou uma década.


Ainda assim, as exportações vêm crescendo. Segundo o Departamento de Estatística canadense, o país exportou em 2007 US$ 2,1 milhões em sementes, comparados a US$ 1,3 milhão no ano anterior.


A americana Living Harvest produz o leite de cânhamo há dois anos e, nos próximos meses, lançará o sorvete Tempt. Como o cultivo é ilegal nos EUA, precisa importar toda a matéria-prima do Canadá. Já a Manitoba Harvest, que produz o leite Hemp Bliss, é canadense, mas exporta 65% de sua produção -60% para os EUA.


Mike Fata, presidente da empresa, quer espalhar o leite pelo globo. "Estamos nos mudando para uma fábrica muito maior. [Vamos] aumentar nossa capacidade, dar conta da demanda norte-americana e expandir nossos mercados. Já entramos em contato com empresas no Brasil e vamos lançar produtos aí quando for a hora."


Não será fácil. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proíbe sua importação, seja como matéria-prima, seja como produto semielaborado ou seja como produto acabado, embora a semente já entre no Brasil em rações para aves da família dos psitacídeos (como papagaios).


Jocelem Salgado, que alimenta seus pássaros com esse tipo de ração, crê que as prateleiras brasileiras não receberão cedo os alimentos de cânhamo. "Nossa legislação é mais séria. É necessário muita pesquisa."

4.4.09

Carlos Santana solta o grito: LEGALIZE!!!


O mexicano Carlos Santana, das antigas, pede ao Barack Obama o que a gente pede pro Lula: Legalize a maconha!

Do iG

O músico Carlos Santana veio a público pedir ao presidente Barack Obama que legalizasse a maconha nos Estados Unidos.

Segundo o músico, essa mudança pode ajudar a crise que vive a economia do país atualmente. "Legalizar a maconha, pegar o dinheiro que isso renderá e investir em professores e educação. Dessa forma você verá a América se transformar", afirmou ele em Las Vegas.

"O momento de legalizar a maconha está prestes a expirar, como aconteceu na época da proibição do álcool e coisas desse tipo."

Santana aproveitou o momento para alfinetar o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger: "Eu acho que o quanto antes legalizarmos a maconha, podemos exigir um governador bom que não continue tirando o dinheiro da educação e dos professores. Assim podemos mandá-lo de volta a Hollywood, onde ele pode continuar fazendo filmes D", concluiu.

Polícia encontra pé de maconha com 3 metros em Lauro de Freitas

3 metros, parceiro?!?!?!?? Já devia ter colhido, porra!

Do Correio da Bahia

Agentes da 23ª Delegacia de Polícia (Lauro de Freitas) localizaram nesta sexta-feira (03) um pé de maconha com três metros de altura plantado no quintal de uma residência localizada na rua Maria de Lourdes no bairro Jardim Ipitanga. O dono do imóvel, André Luiz Nascimento Oliveira, 20 anos, que já tinha passagem pela polícia por furto, foi preso.

Na casa, a policia também apreendeu cerca de 150 gramas de maconha prontos para o consumo. Ele foi autuado em flagrante por tráfico de drogas pela delegada Aimara Bandeira, titular da 23ª DP.

No Rio, PM apreende 2 pés de maconha

O cara cultiva pra consumir, mas a neurose policial e tembém da lei é tanta que prefere autuar o camarada e incomodá-lo, desestimulando a fazer o cultivo doméstico para comprar na mão dos traficantes que pagam o gordo extra da PM...
É um ciclo vicioso que só acaba com a legalização da maconha. Drogas são artigos muito perigosos para ficar na mão de bandidos!

Leia

3.4.09

Chapação televisiva - Alguns Clássicos anitgos e modernos da Maconha no cinema e TV

Weeds (seriado), 2005. Essa aí é Mary-Louise Parker , que é uma pacata dona-de-casa que mantém um negócio suspeito nos fundos da casa. Comédiazinha mais ou menos que o GNT apresenta nas noites de segunda.

EasyRider (Sem Destino), 1969. Clássico do Peter Fonda. Pra mim esse filme é a representação cinematográfica do fim do sonho dos hippies, da paz e do amor. Veio num época já de desilusão, eu acho que até a Janis e o Hendrix já tinham morrido. Os Beatles já tinham acabado... Mas a contracultura continua!


Pra lá de Bagdá (Half Baked), 1998 - Besteirol total e maconha à vera na película.


Cheech e Chong - Up in Smoke (Queimando Tudo), 1978. esse é o clássico dos clássicos. Essa cena então... Na hora em que esse baseadinho de leve aí acaba o bigode dá uma das palas mais engraçadas que já se viu.



Reefer Madness, 1936 - Esse é psicose total. Não vi o filme todo, mas no documentário Grass, sobre a proibição da maconha nos EUA, aparecem várias cenas malucas...



Senado acaba com prisão especial para políticos

Tem que acabar com todos os direitos especiais dos políticos, como auxílios, benefícios, imunidade parlamentar... Política é sacerdócio e se o cara entra nessa ele tem de ter em mente que trabalhará para o enriquecimento do país, e não dele mesmo.

Do gabeira



O plenário do Senado aprovou na noite desta quarta-feira, em votação simbólica, o projeto de lei que acaba com a prisão especial para quem tem diploma de ensino superior. O texto também acabou com esse benefício para deputados, senadores, ministros, governadores e prefeitos. A proposta segue agora para apreciação da Câmara.Apenas o presidente da República, juízes e procuradores da União continuarão tendo direito ao regime especial de prisão. - Não tem como acabar com o benefício para o presidente da República, mas vamos apresentar projetos para acabar com a prisão especial para juízes e procuradores. Nestes casos, será necessário projeto de lei complementar ou proposta de emenda constitucional - disse o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), presidente da CCJ. No último dia 13 de março, ao aprovar esse projeto, de autoria do Poder Executivo, a CCJ já havia retirado da lista dos que podiam ter direito à prisão especial pessoas com curso superior, padres, pastores, bispos evangélicos e pais de santo, além de cidadãos com títulos recebidos por prestação de relevantes serviços ao país. Também foi aprovado no Senado, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o monitoramento eletrônico, como uso de pulseira ou tornozeleira, para os condenados que usufruam dos regimes aberto, semiaberto, com saídas temporárias - para trabalhar ou estudar, por exemplo - ou prisão domiciliar. Beneficiários de liberdade condicional também serão monitorados. A proposta será votada no plenário e, se aprovada, segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Caso a proposta vire lei, caberá ao Ministério da Justiça definir o equipamento a ser utilizado, se a pulseira ou tornozeleira. Entidades que atuam a favor dos são contra a fiscalização eletrônica.

2.4.09

Polícia acha maconha em casa de nigeriano de 114 anos

Deixa o coroa em Paz!
É muito bagulho...

do G1

A agência antidrogas da Nigéria apreendeu 6,5 toneladas de maconha na casa de um homem que alega ter 114 anos de idade. Foram encontrados 254 sacos da droga na residência de Pa Sulaiman Adebayo no estado de Ogun.

"A quantidade da droga sugere um envolvimento em grande escala. Há mais envolvidos no caso do que Sulaiman", afirmou o chefe da agência antidrogas, Ahmadu Giade, destacando que não foi possível confirmar a idade do homem.


Adebayo, que trabalhou na agricultura durante toda sua vida, disse aos agentes que achava que os sacos continham arroz.

A maconha é cultivada ilegalmente em grande escala em fazendas e em muitas partes da Nigéria, sendo distribuída depois através de sua fronteira.

Componente da maconha atua contra tumores cerebrais


Na brisa da ciência uns malucos da Espanha que injetam THC nuns ratos acabaram por perceber que células cancerígenas cerebrais que eles mesmos colocaram nos bichos se auto-destroem. A larica no tumor é tanta que ele se come.
Viaja aê:

O tetrahidrocanabinol (THC), principal componente ativo da maconha, pode ter um efeito sobre a redução e, inclusive, a destruição de células cancerígenas dos tumores, principalmente do cérebro, nos ratos e também no homem, segundo estudo da universidade Complutense de Madri publicado nesta quinta-feira, no Journal of Clinical Investigation.

De acordo com o relato, cientistas injetaram uma dose diária de THC em ratos, antes infectados com tumores cancerígenos humanos desenvolvidos até o tamanho de 250 mm3. O THC, introduzido perto do tumor, desencadeou um processo de autofagia de células cancerígenas, que se autodestruíam depositando-se em vesículas de dupla membrana antes de serem repassadas aos lisossomos, que contêm diversos tipos de enzimas e se encarregam, normalmente, de digerir e destruir dejetos e bactérias.

"A administração do THC reduziu em mais de 80% o crescimento de tumores derivados de diferentes tipos de células" cancerígenas, escreveram os pesquisadores do departamento de bioquímica da Universidade de Madri.

As células cancerígenas introduzidas nos ratos incluíam gliomas, o tipo mais frequente de câncer do cérebro, assim como células de câncer do pâncreas e de mama.

Um teste clínico realizado em dois pacientes com câncer no cérebro, normalmente muito agressivo, com injeção intracraniana de THC de 26 a 30 dias, mostrou "um processo de morte de células por autofagia", depois de uma análise das biópsias realizadas antes e após o tratamento.

Fonte: AFP

As máfias da droga ganharam a guerra. E agora, o que faremos?

Fonte: El Pais

As máfias da droga se regeneram como a hidra da mitologia grega. Quando a luta policial bloqueia uma rota, ressurgem por um novo caminho; quando os campos de folha de coca ou de ópio são fumigados, deslocam as plantações para outro lugar. Apesar de a caça mundial ao narcotráfico ter dado poucos frutos - os contrabandistas são cada vez mais poderosos, as mais baratas e abundantes -, a maioria dos países resiste a experimentar alternativas além de uma perseguição esquizofrênica, cara e contraproducente. Há métodos mais eficazes para ganhar a guerra das drogas?
A questão ganhou força nos últimos meses. Era preciso avaliar a estratégia traçada em 1998 pela ONU para um período de dez anos, e os especialistas proclamaram a derrota na batalha contra os narcos e pediram o abandono de uma estratégia repressiva que utopicamente definiu como objetivo "um mundo livre das drogas".
Para alcançar essa meta, alguns governos apostaram em erradicar a origem do mal. Mas as campanhas para eliminar com herbicida as colheitas de coca sul-americanas foram um desperdício de dinheiro, principalmente dos EUA: só conseguiram transferir as plantações para lugares mais escondidos e inacessíveis, e a produção mundial não diminuiu.Também não funcionou bloquear as narco-rotas. Embora a ONU estime que atualmente se apreendem cerca de 42% da produção mundial de cocaína e 23% da de heroína, os especialistas em antinarcóticos questionam a confiabilidade desses números e argumentam que a quantidade de droga que se vende nas ruas europeias ou americanas é cada vez maior, como prova a queda dos preços de venda, de 10% a 30% na última década.
Quanto mais as forças da ordem dificultaram a vida dos cartéis, mais engenho e recursos estes investiram. Um dos últimos exemplos da inesgotável capacidade do crime organizado para burlar as forças da lei são os narco-submarinos. São construídos em estaleiros clandestinos na selva colombiana e têm capacidade para transportar dez toneladas de cocaína, à flor da água, rumo ao lucrativo mercado americano.
A Guarda Costeira dos EUA, que já implementou um investimento milionário em sensores aquáticos, interceptou em 2008 uma média de dez semi-submersíveis por mês, embora estime que quatro em cada cinco chegam ao seu destino sem ser avistados. Os chefões da cocaína da Galícia (Espanha) usaram um narco-submarino pelo menos uma vez, em 2006, quando a Guarda Civil encontrou um abandonado na ria de Vigo.
Esta P&D do tráfico de cresce alimentada pela suculenta recompensa que representa cada operação realizada com sucesso. Se fosse um país, a narcoindústria seria a 21ª mundial, segundo a ONU, com um PIB anual de ? 243 bilhões, logo atrás da Suécia, com ? 272 bilhões. No Terceiro Mundo, os narcos são os empresários mais poderosos. Como na África Ocidental, onde países como Guiné-Bissau têm no comércio de mangas com a Índia sua principal fonte de renda legal. Com esses incentivos, não é estranho que, apesar das batidas policiais, sempre haja alguém disposto a arriscar passar a vida entre as grades para entrar no negócio.
"Os contrabandistas pagam aos agricultores US$ 300 pela folha de coca necessária para produzir um quilo de cocaína, que nas ruas americanas, vendida em doses de 1 grama a US$ 70 lhes dará US$ 100 mil", explica Peter Reuter, professor da Universidade de Maryland e um dos mais reputados especialistas em políticas antidrogas, que não acredita que destinar mais recursos à repressão possa reduzir significativamente o volume de droga disponível nos mercados consumidores, EUA e Europa. "Seria mais eficaz diminuir a forte demanda de nos países consumidores do que continuar insistindo em um controle inviável da oferta", opina Reuter.
"É imperativo retificar a estratégia de guerra às aplicadas nos últimos 30 anos", critica um relatório publicado em fevereiro pela Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia, com três ex-presidentes entre seus membros: Ernesto Zedillo (México), Fernando Henrique Cardoso (Brasil) e César Gaviria (Colômbia). "As políticas proibicionistas (...) não produziram os resultados esperados. Estamos mais longe que nunca do objetivo declarado de erradicação das drogas."
O relatório acusa os EUA e a Europa de não fazer o suficiente para prevenir ou curar o apetite por de seus cidadãos, que estimula a produção e o tráfico do resto do mundo. Apesar dos volumosos recursos investidos em políticas antidrogas (US$ 40 bilhões ao ano nos EUA e ? 34 bilhões na UE), só um em cada ? 4 é destinado à prevenção do consumo, enquanto o restante é investido em repressão ao crime.
Não é por acaso que as queixas provêm da região que é o principal campo de batalha na guerra contra os cartéis: no México, o desafio criminoso ao governo deixou mais de 7 mil mortos desde janeiro de 2008 (superando os 6.628 registrados na Palestina e Israel entre 2000 e 2008 pela ONG B'Tselem), e a sangria se estende por países vizinhos, como Guatemala e Honduras. A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, reconheceu que por não ter contido o doméstico de seu país é co-responsável pelo drama ao sul da fronteira.
Apostar em alternativas não significa que seja preciso baixar a guarda diante dos narcos, adverte Antonio María Costa, diretor-executivo do Agência da ONU contra as Drogas e o Crime (Unodc na sigla em inglês), um órgão que assiste e coordena os governos. Costa critica que haja lobbies pró-drogas que defendem a legalização como solução. "Não há necessidade de sacrificar a proteção da do cidadão para reduzir o crime. Ambos os objetivos são compatíveis", afirma.
Durante muito tempo, qualquer dissidência do discurso clássico proibicionista levantou suspeitas. Agora que os cartéis causam mais estragos que nunca, na América Central, África Ocidental ou Afeganistão, muitos se perguntam qual o sentido de os países terem deixado as máfias enriquecerem com o monopólio da droga, e propõem um regime de legalização controlado que lhes tiraria a participação de mercado.
"Eu não estranharia que em cinco ou dez anos surja com força na Europa o debate para legalizar a venda de maconha", afirma Ethan Nadelmann, diretor-executivo da Aliança pela Política de Drogas, uma organização que promove a legalização da venda controlada de nos EUA. Em seu país, o principal porta-bandeira da guerra contra as drogas, ainda são presos os consumidores, mas o governo Obama acaba de romper o tabu reinante durante décadas sobre alternativas contra as com o anúncio de que apoiará com verbas federais os programas de distribuição de seringas para viciados.
"O debate para abandonar o proibicionismo nunca esteve tão quente nos EUA em 30 anos", afirma Nadelmann. "Obama é mais inclinado a mudar o rumo, e isso vai afetar o resto do mundo porque reduzirá as pressões na Europa para avançar para políticas mais progressistas", ele argumenta.
Partidários ou não da legalização, a que move os críticos do proibicionismo é que a sociedade deve se acostumar a conviver com as e a reduzir os efeitos mais nocivos destas. "O ideal que continua movendo muitos governos é a erradicação total das drogas", constata Iván Briscoe, especialista da Fundação para Relações Internacionais e o Diálogo (Fride) em narcotráfico. "No entanto, não há uma realista que se proponha a reduzir outros crimes, que não levam aparelhada uma carga de moralidade tão extrema, como o furto ou o roubo de propriedades."
Reuter acredita que, em última instância, a influência que o Estado pode exercer sobre a quantidade de droga que se consome é limitada porque são valores culturais e sociais que entram em jogo. "Há países com um muito baixo apesar de nunca terem criado uma pública antidrogas."
Os paladinos da batalha sem quartel contra os traficantes reconhecem sua derrota, mas a atribuem à escassa coordenação policial e à pouca vontade dos governos para acabar com a lavagem de dinheiro. O esforço até agora foi uma colcha de retalhos de ações nacionais, e a cooperação não foi além do intercâmbio de informação e assistência técnica.
Haveria necessidade de uma força policial mundial? "Não é necessário pôr os policiais sob um mesmo comando", contesta Amado Philip de Andrés, encarregado de desenvolvimento de programas da Unodc na América Latina. "O que nos preocupa é a pouca cooperação que houve até agora." Markus Schultze-Kraft, diretor na América Latina do International Crisis Group, uma influente organização que assessora os governos em segurança, acredita que uma polícia internacional do narcotráfico é algo idealista.
"Ainda é difícil fazer-se entender os policiais de dois países que não compartilham o idioma, como Alemanha ou Espanha, quando trabalham em um corpo de intercâmbio de informação como o Europol." Schultze-Kraft destaca o avanço que representa o Centro de Análise e Operações contra o Narcotráfico por Via Marítima (MAOC-N na sigla em inglês), em operação desde 2007. Com sede em Lisboa, pretende vigiar a costa entre a África do Sul e a Noruega, como faz desde 1989 do outro lado do Atlântico a americana Força-Tarefa Conjunta Interagências Sul (JIATF na sigla em inglês).
A Espanha, ponto quente em muitas das narco-rotas, é um dos países que mais gastam em luta policial contra a droga. Tenta proteger sua extensa fronteira costeira com uma sofisticada e dispendiosa mobilização de câmeras e sensores, o Sistema Integrado de Vigilância Exterior (SIVE), que já cobre Andaluzia, Múrcia e as ilhas Canárias, mas não espantou os narcotraficantes.
Sabem disso em Cádiz, província pioneira na instalação do SIVE, que apesar dos sucessos policiais - 25% das apreensões de droga da Espanha em 2008 - registra um tráfico cada vez mais intenso, como advertiu em diversas ocasiões a promotora antidrogas de Cádiz, Ángeles Ayuso.
"Quando desarticulam uma organização, no dia seguinte há outros dispostos a ocupar seu lugar", critica Francisco Mena, presidente há 20 anos da Coordenadoria de Associações Antidrogas da província e conhecedor dos impulsos que levam tantos para as redes criminosas: "Um adolescente que vigia na praia a presença de guardas civis ganha cerca de ? 1.500, o que vende ganha entre ? 3 mil e ? 4 mil e o que a leva em seu carro, cerca de ? 6 mil".
Apesar de tudo, e embora Cádiz seja uma das províncias andaluzas com maior consumo, Mena reconhece que a situação de segurança hoje é melhor que antes da implantação do SIVE. O Plano Nacional sobre Drogas deu ênfase crescente à prevenção e ao tratamento dos narcodependentes. Em 2004 o plano deixou de estar sob a órbita do Ministério do Interior para ser coordenado pela Saúde, marcando a passagem de um enfoque de ordem pública para a proteção da saúde.
"É preciso aprofundar na prevenção, mas o problema das apresenta muitas faces e precisa de atuações em uma de âmbitos", afirma a delegada do Plano Nacional de Drogas, Carmen Moya: "É verdade que as medidas repressivas exclusivamente não resolvem o problema, mas não podemos reduzir os meios policiais". Se em 2003 havia 3.491 policiais e guardas civis combatendo o crime organizado, hoje são 10.653 os agentes dedicados a esse trabalho.
Em 2009 está prevista a ampliação do SIVE para leste, para conter a entrada de pelo delta do Ebro, mas os narcos inauguraram uma nova via de acesso muito mais permeável, pela estrada dos Bálcãs, intensificaram a rota africana da cocaína e continuam colocando droga em botes de borracha, avionetas, contêineres de mercadorias ou nos intestinos de "mulas" em voos comerciais. A criatividade e a sofisticação dos traficantes parece não ter fim. A Polícia Nacional de Barcelona interceptou em 20 de março um pacote procedente da Venezuela que continha um aparelho de 42 peças - copos, pratos e vasilhas - fabricado com cocaína.

Olha a fumaça: Amorim volta ao Ministério Público para barrar marcha da maconha




Prevista para o dia 3 de maio, a segunda edição da Marcha da Maconha em João Pessoa terá de enfrentar mais uma vez a forte oposição do vereador Geraldo Amorim (PDT), que no ano passado conseguiu barrar na Justiça a realização do evento na capital paraibana.

Na última edição, a marcha acabou terminando em pancadaria e com várias prisões, onde os manifestantes garantiram não ter iniciado o tumulto.

No site www.marchadamaconha.org, um fórum de discussão defende que o evento seja realizado às 14h00 na Praça Antenor Navarro.

Amorim revelou que já identificou a existência de uma multinacional interessada na propagação da idéia de discriminalização da maconha no Brasil.Um dos participantes do fórum diz textualmente: “Nós da marcha orientamos todos os organizadores de Marchas, que comuniquem a prefeitura sobre o evento. A idéia não é termos conflitos com as autoridades, diga-se POLICIA. Nossa idéia é poder expressar nossas idéias. E para podermos fazer isso precisamos agir corretamente, para que não tenhamos motivos para sermos impedidos de sair nas ruas pela nossa causa. É muito importante também que tenha um trajeto bem claro e de preferência que não cause transtornos para a cidade, como saindo em avenidas movimentadas, causando um caos ao transito da cidade. Optem por caminhos onde a pista esteja interditada para pedestres, como na Orla carioca, que fica fechada aos domingos para caminharem.

Outra alternativa são parques como o Ibirapuera, onde no fim de semana há uma concentração considerável de pessoas e que ao mesmo tempo não acarreta nenhum problema para o transito da cidade”, arrematou.

Erva Havaiana

não é maui wowie com labrador, que o grande preza Chong apresentou para Cheech quando esse lhe ofereceu uma carona histórica...

Organize a Marcha da Maconha!


31.3.09

NY Flexibiliza lei sobre drogas.

Do UOL

NOVA YORK, EUA, 27 Mar 2009 (AFP) - As autoridades de Nova York decidiram nesta sexta-feira flexibilizar a lei local antidrogas instaurada nos anos 70, e substitui-la por outra que prioriza o tratamento dos usuários em detrimento das penas de prisão.

"A ideia é garantir que os dependentes não violentos tenham o tratamento que precisam, e que os traficantes ganhem o castigo que merecem", resumiu a assessoria do governador de Nova York, David Paterson.

A emenda, submetida a votação na Assembleia do estado, anulará uma lei antidrogas considerada uma das mais rígidas do país, imposta há quatro décadas, quando o consumo de heroína assolava a cidade.

Os juízes de Nova York, que condenavam quase sempre os usuários a penas mínimas de prisão, terão agora a opção de enviá-los a clínicas de desintoxicação. Alguns usuários de drogas que já estão presos poderão se beneficiar de comutações de pena.

Vários parlamentares republicanos locais expressaram sua oposição à nova lei.

Nem sempre comércio ilegal implica guerra

do Jornal do Brasil

Até que ponto a existência de consumo ilegal de drogas pode ser relacionada com a violência?

Essa pergunta foi feita tanto ao deputado federal Fernando Gabeira, um dos políticos mais identificados com a questão da flexibilização das políticas relacionadas às drogas, quanto a Renato Cinco, sociólogo e ativista político, organizador da Marcha da Maconha.

Para Gabeira, que perdeu a prefeitura do Rio por minúscula margem de diferença para Eduardo Paes (PMDB), a questão se esfarela quando observados outros locais onde o consumo de drogas se faz presente:

– Existe consumo de drogas em Curitiba e em Brasília. Existe consumo de drogas em Washington, em Madri e em Nova York. Mas esses processos não são tão violentos porque não houve uma situação de ocupação territorial armada, como acabou sendo permitida tanto no Rio quanto no México. Logo, não é o ao usuário que se pode atribuir a presença da violência, embora ele, no momento em que compra, esteja dando dinheiro ao tráfico.

Para Cinco, a entrada de figuras como os ex-presidentes FHC, Zedillo e Gaviria no lado pró-descriminalização só salienta que resolver a questão do usuário é uma necessidade social.

– O fato de FHC ter-se posicionado dentro de uma comissão, e não apenas numa opinião pessoal, realça o fato de que a descriminalização não é apenas interesse de quem usa, mas da sociedade. É a sociedade quem paga o preço maior do comércio ilegal, por conta de uma lei moralista. É preciso que se entenda que o Código Penal não tem capacidade de impor certos comportamentos.

Para diminuir esse “preço” que a sociedade paga devido ao comércio ilegal, Cinco recorda que há movimentos que motivam os usuários ao plantio da maconha para consumo pessoal.

– O que acontece é que muitas pessoas acabaram presas por tráfico e assim desistiram. Assim, elas voltam a recorrer à oferta do tráfico.

O deputado Gabeira também lembra que, por analogia, o receptador de carros roubados contribui para a violência. E pergunta, com ironia:

– Mas aí, o que se vai fazer? Vai-se convencer cada receptador a não comprar mais carros roubados? É possível?

Tanto Gabeira quanto Cinco apontam a fragilidade do estado em se manter presente nas comunidades carentes, permitindo que elas sejam administradas pelos bandidos. Mas Cinco vai mais além, entendendo que há um disparate classista e histórico em relação ao usuário.

Ele se refere a Difíceis ganhos fáceis, um livro da pesquisadora Vera Malaguti, do Instituto carioca de Criminologia, que analisa sobre 20 anos de tratamento dispensado ao usuário.

– Enquanto os usuários da classe média e da classe rica eram encaminhados a tratamento médicos, os pobres com um baseado eram levados a três anos na Febem. O que se percebe é que existe uma distorção histórica, que persegue as classes mais baixas.

Segundo Cinco, com o foco nessa perseguição, a fiscalização de fronteiras que recebem armas e drogas e a lavagem de dinheiro que financia maciçamente o tráfico acabam sendo perdidas de vista.

– Fernandinho Beira-Mar foi preso, mas era só mais um favelado. Os verdadeiros barões da droga não são incomodados.

Ray Charles


Aí, o filme do Ray Cherlas é muito bom. Uma puta história e interpretação de gala do Jamie Foxx.
Mas uma coisa ficou na minha cabeça mais que tudo... Por que o mano usava relógio??

Legalizar a maconha não ajuda na economia, diz Obama.


WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, demonstrou na quinta-feira ser contra a legalização da maconha, ao menos como remédio para recuperar a economia norte-americana.
Ele discutiu a questão abertamente, mas quase em tom de piada, em uma conversa online com cidadãos. Disse que essa foi a ideia favorita das 3,6 milhões de pessoas que votaram em mais de 100 mil perguntas submetidas ao site da Casa Branca.

"Devo dizer que houve uma questão que obteve uma colocação bastante alta, sobre se legalizar a maconha melhoraria a economia e a criação de empregos", disse ele, provocando risos no evento da Casa Branca."E não sei o que isso diz a respeito da audiência online", acrescentou o presidente, com ar zombeteiro.

"Essa foi uma pergunta bastante popular. Queremos ter certeza de que seja respondida."

"A resposta é não, não acho que seja uma boa estratégia para nossa economia crescer", afirmou, antes de passar aos temas mais graves do desemprego e da reforma da saúde pública."Obrigado por esclarecer isso", disse Jared Bernstein, economista-chefe da vice-presidência, que atuou como moderador.Muitos autores de perguntas sugeriram que regulamentar a produção e venda de maconha geraria uma enorme arrecadação fiscal.Posteriormente, jornalistas perguntaram ao porta-voz Robert Gibbs se Obama, que admitiu em sua autobiografia que experimentou drogas na juventude, estava deixando alguma margem de manobra nessa questão.


"O presidente se opõe à legalização da maconha", disse Gibbs a jornalistas, enfatizando sua seriedade. "Ele não acha que esse seja o plano correto para a América."Quanto à posição do novo governo sobre o uso medicinal da maconha, ele pediu que o Departamento de Justiça fosse consultado.Gibbs sugeriu que ativistas pela liberação da maconha tenham mobilizado simpatizantes para mandarem as perguntas relativas ao tema e votarem repetidamente nelas pela Internet.

11 mandamentos de um maconheiro ativista

Retirado do site http://unzinho.com/blog/

1. Saia de casa! – Não adianta ficar jogado na cama, com sua mina, seu bong e uma paranga de 50gr em cima da mesa. Ninguém muda o mundo com essa preguiça. Lembra do Che Guevara? Ele pegava mais mulher que você, fumava mais que você e ainda se dava o luxo de andar todo sujo. Se você fizer o mesmo, e ainda tomar banho suas chances de se tornar um ativista herói aumentam.

2. Discuta! – Tem cara que fuma uns e outros na moral, mas numa roda de amigos ele é capaz de ver a maconha ser malhada e taxada de mil injustiças e não dá um pio. Esses bostas com medinho de discussão deviam morrer engasgados nos seus bongs. Bando de filhos da puta do caralho! Se você quer ser um ativista. CRIE A DISCUSSÃO!

3. Compartilhe ­– A maconha é uma erva sagrada. Muito antes de você ser um espermatozóide. Muito antes do puto do seu avô ser pensamento, a erva já fazia milagres em todos os cantos. Buda, Jesus, Sheeva, Faraós… Teve maconha em tudo quanto é canto. E os grandes sábios a compartilhavam. Para de ser muquirana e chama um brother pra fumar unzinho!

4. Estude – Você não vai convencer ninguém a mudar o mundo falando “Pôbrema”. Muito menos se não souber nada sobre o assunto. Não tem “descurpa fio da puta”, se não pode comprar bons livros então visite bons sites, pesquise no Google, veja links, cadastre-se em fóruns (mas não fique só neles, senão você vira uma medrosinha).

5. Acredite – Acreditar que maconha vai um dia ser legalizada, mesmo com todo o movimento acontecendo, ainda é uma coisa distante. Porém precisamos acreditar, precisamos de união para fazer a coisa acontecer. Muita coisa já mudou. Muitas outras ainda precisam mudar. Thomas Edson, um fumeta de carteirinha, plantava sua maconha e ainda tinha tempo pra ser gênio. Ele acreditava em coisas impossívei, nós também deveríamos acreditar.

6. Bong – O bong é uma peça de arte. Eles só ficam melhores com o tempo. Eles carregam o seu DNAMACONHEIRO, ali tem história. Não tenha vergonha de mostrá-la. Converse sobre ela. Mostre que você não ficou retardado e esquecido.

7. Cuide da sua vida e da dos outros – Discutir legalização é mais do que falar de maconha. É segurança para nós e nossas famílias, é combater desigualdades sociais, é estudar combustíveis alternativos mais baratos e eficientes, é atacar a indústria de papel, é brigar com as indústrias farmacêuticas, é entrar em uma guerra econômica e política… Mas tudo isso para um bem comum. Nossa missão é de paz!

8. Organize-se – Junte os amigos e crie uma confraria da maconha, crie uma ONG de growers, abra uma headshop, escreva um livro, mande uma carta para o presidente, bata panelas, faça comunidades, crie um blog, colabore com um site…

9. Escolha Verde – Boicote quem te boicota. Leia sobre marcas, descubra se elas são contra ou a favor da sua causa. Veja se elas fodem a natureza, descubra se ela financia trabalho escravo. Pergunte sobre a política de carbono. Pense antes de comprar um produto, veja se ele é maconhamente correto. Veja se as empresas que compra acessórios para fumar colaboram ativamente na sua causa. Escolha onde gasta seu dinheiro. Cobre atitude daqueles que lucram e não colaboram. Estamos decidindo para quem vai nosso dinheiro. Pense em gastar com aqueles que pensam como você.

10. Questione – Pensar é um direito divino, expressar-se constitucional. Questione sinceramente se tudo que lê é autêntico. Será que esse texto aqui é real? Será que o que passa no telejornal é verdadeiro? Será realmente verdade o que estão dizendo por ai? - Vivemos uma grande guerra de informação. Governos e empresas fizeram campanha para demonizar a maconha; pesquisas e filmes foram encomendados para esse propósito. Tinha e continua tendo muita grana envolvida. Pergunte-se quem iria perder rios de dinheiro com a legalização da maconha e agora questione se essas pessoas tem algum poder sobre informação. No final dos seus questionamentos a razão começa a surgir e a lógica a fluir.

11. Liberte-se – Pare de seguir conceitos preestabelecidos. Comece a pensar e agir, tenha vontade de mudar o mundo. Transforme tudo que vê e toca em algo melhor. Faça sua história, saia correndo pelado e grite alto pro mundo ouvir. EU SOU LIVRE.

20.2.09

Proibições, riscos, danos e enganos

Essa não é a primeira vez que posto texto de autoria dessa admirável e corajosa juíza...

Maria Lucia Karam
Palestra realizada na Terceira Reunião Preparatória sobre a Posição da Sociedade Civil Brasileira frente à Política Mundial de Drogas, promovida pela Psicotropicus-Centro Brasileiro de Políticas de Drogas e ABIA-Associação Brasileira Interdisciplinar sobre AIDS, em 12 de fevereiro de 2009, no Rio de Janeiro.

“Não são as drogas que causam violência. A produção e o comércio de drogas não são atividades violentas em si mesmas. Só se fazem acompanhar de armas e de violência quando se desenvolvem em um mercado ilegal.”A proposta de refletir sobre aspectos legais e de segurança relacionados às drogas, como subsídio para discussões visando um posicionamento sobre questões relativas à saúde, especificamente HIV/AIDS, redução de danos e direitos humanos, decerto deve partir da constatação dos riscos e danos causados pelo proibicionismo criminalizador das condutas de produtores, comerciantes e consumidores das drogas tornadas ilícitas. Essas reflexões decerto devem conduzir a um claro repúdio às autoritárias convenções da ONU e às leis internas sobre essa matéria e a um claro posicionamento reivindicador da legalização da produção, do comércio e do consumo de todas as substâncias psicoativas.
O proibicionismo contra as drogas explicitamente elegeu a guerra como paradigma do controle social exercido através da sempre violenta, danosa e dolorosa atuação do sistema penal, fornecendo o primeiro impulso para a expansão do poder punitivo, que se faz notar globalmente desde as últimas décadas do século XX.
A expressão “guerra às drogas”, criada nos anos 70, é bastante eloqüente. Naturalmente, não se trata aqui de uma guerra dirigida propriamente contra as drogas. Como todas as guerras, essa é uma guerra contra pessoas – os produtores, os comerciantes e os consumidores daquelas demonizadas substâncias.
Com o passar do tempo, o poder punitivo foi diversificando suas “guerras” e seus “inimigos”. Hoje, praticamente todos os variados adeptos do poder punitivo elegem cada um seu “inimigo” particular, conforme suas próprias e variadas tendências políticas. Alguns usam o pretexto do “terrorismo”, ou de uma nunca definida “criminalidade organizada”; outros falam de um suposto crescimento incontrolável da mais tradicional “criminalidade de rua”, ou seja, as condutas criminalizadas dos pobres; outros, ao contrário, acenam para a criminalidade política e econômica, a criminalidade dos poderosos.
Mas, a diversificação não abre mão da invariável e uniformizadora força ideológica da “guerra às drogas”. Ao contrário, a dita necessidade de “combater” as drogas tornadas ilícitas permanece sendo uma das principais fontes da contínua expansão do poder punitivo. A produção, o comércio e o consumo daquelas substâncias proibidas são freqüentemente associados àqueles outros fenômenos (reais ou imaginários), como um pretexto a mais para a introdução de leis emergenciais ou de exceção, fundadas no novo paradigma do “direito penal do inimigo”.
As condenações fundadas nas leis criminalizadoras das condutas de produtores, comerciantes e consumidores das drogas tornadas ilícitas são a principal causa do superpovoamento das prisões em todo o mundo.
As convenções da ONU e as leis internas em matéria de drogas inauguraram a série de provimentos – apresentados como emergenciais, mas que vão se tornando perenes – que impõem medidas penais e processuais excepcionais, promovendo uma sistemática violação a princípios garantidores inscritos nas declarações internacionais de direitos e nas constituições democráticas, sob a enganosa alegação de uma suposta impossibilidade de controlar determinadas condutas criminalizadas com o emprego de meios regulares.
Desprezando as idéias que construíram a proteção aos direitos fundamentais e enfraquecendo o modelo do Estado de direito democrático, provimentos como os que caracterizam as autoritárias convenções da ONU e leis internas em matéria de drogas sistematicamente violam o princípio da exigência de lesividade da conduta proibida, o postulado da proporcionalidade, o princípio da isonomia, o princípio da individualização da pena, a garantia da vedação de dupla punição pelo mesmo fato, a garantia do estado de inocência, a garantia do contraditório, a garantia do direito a não se auto-incriminar, a própria cláusula do devido processo legal, o direito à liberdade e à vida privada, o próprio princípio da legalidade.
Todas essas violações – encontradas em dispositivos que, criminalizando o dito “tráfico” das drogas tornadas ilícitas, exacerbam de forma desmedida o rigor penal, e nos dispositivos que, mantendo a criminalização da posse para uso pessoal daquelas substâncias proibidas, desrespeitam a liberdade individual – já demonstram que os maiores riscos e danos relacionados a drogas não são causados por elas mesmas. Os maiores riscos e danos são causados sim pelo proibicionismo. Em matéria de drogas, o perigo não está em sua circulação, mas sim na proibição, que, expandindo o poder punitivo e negando direitos fundamentais, acaba por perigosamente aproximar democracias de Estados totalitários.
Esses riscos e danos à democracia naturalmente já deveriam ser razão suficiente para um claro repúdio ao proibicionismo. Mas, há mais.Dentre tantos paradoxos da proibição, está a alegação que pretende fundar a criminalização das condutas de produtores, comerciantes e consumidores das drogas tornadas ilícitas em uma suposta tutela do bem jurídico relacionado à incolumidade ou à saúde públicas.
Além do fato de que o sistema penal não serve para tutelar nenhum bem jurídico – a expressão “tutela penal’, tradicionalmente utilizada, é manifestamente imprópria; na realidade, as leis penais nada protegem, não evitando a realização de condutas que, por elas criminalizadas, são etiquetadas de crimes, mas servindo tão somente para exercitar o enganoso, danoso e doloroso poder punitivo –, no âmbito da criminalização das ações relacionadas às drogas tornadas ilícitas, o engano é ainda maior: mais do que não proteger a incolumidade ou a saúde pública, a criminalização causa danos e perigo de danos a essas mesmas incolumidade ou saúde públicas que anuncia pretender proteger.
Dentre outras coisas, bastaria pensar que a clandestinidade, imposta pela proibição, implica na falta de controle de qualidade das substâncias tornadas ilícitas e consequentemente no aumento das possibilidades de adulteração, de impureza e desconhecimento do potencial tóxico ou entorpecente daquilo que se consome.
Aqui, já se pode entrever outro paradoxo do proibicionismo: quando não acenam com a delirante – e, na realidade, indesejável – pretensão de construir um mundo sem drogas, os proibicionistas se valem do pretexto mais modesto de controlar sua difusão. Mas, a intervenção do sistema penal implica exatamente na falta de qualquer controle sobre o mercado das drogas tornadas ilícitas, que é entregue a criminalizados atores que devem agir na clandestinidade e que, conseqüentemente, não estão submetidos a qualquer regulamentação de suas atividades econômicas.
Além de ameaçar a democracia, além de causar riscos e danos à saúde, o proibicionismo causa violência.
Não são as drogas que causam violência. A produção e o comércio de drogas não são atividades violentas em si mesmas. Só se fazem acompanhar de armas e de violência quando se desenvolvem em um mercado ilegal. É a ilegalidade que cria e insere no mercado empresas criminalizadas (mais ou menos organizadas), que se valem de armas não apenas para enfrentar a repressão; as armas se fazem necessárias também em razão da ausência de regulamentação e da conseqüente impossibilidade de acesso aos meios legais, a violência se tornando o meio necessário para a resolução dos naturais conflitos gerados no âmbito daquelas atividades econômicas.
Mas, a violência não provém apenas dos enfrentamentos com as forças policiais, da impossibilidade de resolução legal dos conflitos, ou do estímulo à circulação de armas.
A diferenciação, o estigma, a demonização, a hostilidade, a exclusão, derivados da própria idéia de crime, sempre geram violência, seja da parte de agentes policiais, seja da parte daqueles a quem é atribuído o papel do “criminoso”, ainda mais quando o poder punitivo se agiganta e se inspira no paradigma da guerra e os autores de crimes recebem não apenas a marca do “outro”, do “mau”, do “perigoso”, mas são apontados como o “inimigo”.
No Brasil, os “inimigos” são personificados especialmente nos vendedores de drogas que vivem nos guetos denominados favelas, demonizados como os “traficantes” ou os “narcotraficantes” (mesmo que não vendam narcóticos, pois vendem especialmente cocaína…).As polícias brasileiras são autorizadas (formal ou informalmente) e mesmo estimuladas a praticar a violência, a tortura, o extermínio, contra eles ou contra quem a eles se assemelhe. Certamente, quem deve “combater” o “inimigo”, deve eliminá-lo. Como se espantar quando os policiais brasileiros torturam e matam?
Por outro lado, os ditos “inimigos” desempenham esse único papel que lhes foi reservado. Em sua maioria, são meninos que empunham metralhadoras ou fuzis como se fossem o brinquedo que não têm ou não tiveram em sua infância. Sem esperanças de uma vida melhor, matam e morrem, envolvidos pela violência causada pela ilegalidade imposta ao mercado onde trabalham. Enfrentam a polícia nos confrontos regulares ou irregulares, enfrentam os delatores, enfrentam os concorrentes de seu negócio. Devem se mostrar corajosos; precisam assegurar seus lucros efêmeros, seus pequenos poderes, suas vidas. Reconhecidos apenas como os “narcotraficantes”, os “maus”, os “monstros”, os “inimigos”, por uma sociedade que não os vê como pessoas, como se espantar com sua violência ou sua crueldade? Se seus direitos lhes são negados, por que deveriam respeitar os direitos alheios?
Não se pode pensar no paradigma de redução de riscos e danos apenas em um sentido que o vincula unicamente a questões concernentes à saúde. Aliás, o desenvolvimento de programas terapêuticos de redução dos riscos e danos relacionados às drogas tornadas ilícitas no interior de um ordenamento proibicionista, que maximiza esses riscos e danos, torna-se algo irracional e insustentável, ou, na melhor das hipóteses, uma política que se satisfaz com o enfrentamento apenas de alguns riscos e danos menos graves, deixando de lado os riscos e danos mais graves, inclusive os diretamente relacionados e agravantes dos mais limitados riscos e danos enfrentados.
Não se pode parcial e egoisticamente defender apenas os direitos de consumidores de drogas e ignorar ou até mesmo compactuar com as gravíssimas violações de direitos das maiores vítimas da “guerra às drogas” – no Brasil, os muitos meninos que negociam e trabalham no árduo mercado tornado ilegal.
Não se pode parcial e maniqueistamente defender apenas a legalização de uma ou outra droga apresentada como “boa” ou “inofensiva”, como fazem defensores da maconha ou da folha de coca, que, reproduzindo a mesma artificial distinção que sustenta a nociva divisão das drogas em lícitas e ilícitas, pretendem se apresentar como os “bons”, se diferenciando dos “maus” produtores, comerciantes e consumidores de drogas ditas “pesadas”.
Não se pode pretender reduzir riscos e danos relacionados às drogas e não se incomodar com a nocividade do proibicionismo, como o fazem aqueles que, no Brasil, não hesitam em participar de órgãos oficiais e trabalhar sob o comando dos generais encarregados da versão doméstica da “guerra às drogas”.
É preciso sim reviver o desejo da liberdade, o desejo da democracia, a idéia da dignidade e do igual respeito que há de ser garantido a todas as pessoas, a supremacia dos princípios garantidores inscritos nas declarações internacionais de direitos e nas constituições democráticas.
A redução dos riscos e danos relacionados às drogas ilícitas exige, antes de tudo, uma vigorosa reafirmação dos direitos fundamentais de todas as pessoas e um atento olhar para os limites que hão de ser postos ao exercício dos poderes estatais em um Estado de direito democrático e, especialmente, para os indispensáveis freios que hão de ser postos ao exercício do mais violento, danoso e doloroso desses poderes – o poder punitivo.
A construção de marcos legais favorecedores da redução dos riscos e danos relacionados às drogas exige, antes de tudo, uma ampla reforma das convenções da ONU e das leis nacionais, de modo a promover a legalização da produção, do comércio e do consumo de todas as substâncias psicoativas, para que tais atividades sejam reguladas de forma racional e respeitosa dos direitos fundamentais, para que o violento, danoso e doloroso poder punitivo seja contido, para que milhões de pessoas em todo o mundo sejam libertadas das prisões, para que a supremacia das declarações internacionais de direitos e das constituições democráticas seja resgatada, para que a liberdade seja assegurada, para que a democracia seja salvaguardada.

Para muito além da erva

18 de Fevereiro de 2009
Luiz Paulo
Marina Lemle
Publicado em Comunidade Segura - Notícias sobre Segurança Humana (http://www.comunidadesegura.org)

Criado em 16/02/2009
Organizações da sociedade civil brasileira estão produzindo uma declaração que pretende ir ainda mais longe do que a declaração lançada semana passada pela Comissão Latino-americana de Drogas e Democracia, em que os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (Brasil), César Gaviria Trujillo (Colômbia) e Ernesto Zedillo (México) defendem a descriminalização dos usuários de maconha.No dia 12 de fevereiro, a ONG Psicotropicus e a Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia) promoveram um encontro para discussão e elaboração do documento que será apresentado à Comissão de Drogas e Narcóticos das Nações Unidas (CND) em seu próximo encontro, de 16 a 20 de março, na Áustria.
A declaração das entidades da sociedade civil enfatizará a importância das políticas de redução de danos, do respeito aos direitos humanos pelas leis de drogas de todos os países e de políticas de saúde para usuários de drogas. O ponto da descriminalização das drogas rendeu debates inflamados. O texto será divulgado na primeira semana de março.
A juíza Maria Lucia Karam defendeu firmemente a legalização de todas as drogas. Para a juíza, o proibicionismo é o causador dos maiores riscos e danos, e não as próprias drogas. Segundo ela, a clandestinidade implica na falta de controle de qualidade do que se consome e insere as armas e a violência no âmbito da atividade, para a resolução dos conflitos gerados pela própria ilegalidade.
“É a criminalização que causa danos. É necessária uma ampla reforma das convenções da ONU e nacionais para regularizar a produção, o comércio e o consumo de todos os psicoativos”, afirmou.
A socióloga Julita Lemgruber criticou a política de drogas liderada pelos Estados Unidos, que teria como caso limite o Rio de Janeiro. Para ela, o endurecimento da chamada “guerra contra as drogas” no Rio leva a uma política de extermínio na qual a polícia cada vez mata mais e prende menos.
Julita observou que mesmo com o aumento do número de presos, o tráfico de drogas não diminuiu, ao passo que a população prisional cresceu e vive em condições desumanas e degradantes. “O poder punitivo é doloroso, danoso, violento e não tem contribuído para que os cidadãos brasileiros vivam com mais segurança”, disse Julita.
Comer pelas beiradas
Para Julita, o ideal seria haver um movimento organizado pela legalização de todas as drogas, mas a sociedade brasileira está longe de ter um debate consistente na área. “No momento, temos que comer pelas beiradas”, disse Julita.
Segundo o psicólogo Luiz Paulo Guanabara, da Psicotropicus, há muitos interesses ocultos por trás da política proibicionista, como comércio de armas e lavagem de dinheiro. “A política de drogas hoje no mundo é um conjunto de coisas erradas”, disse.
Guanabara explicou que há um conflito de posições dentro da ONU entre o bloco dos EUA, com o apoio de China, Japão, Tailândia, Suécia e outros países, com ênfase na repressão, e o bloco europeu, supostamente apoiado pela América Latina, com foco em prevenção e redução de danos.
A reunião contou com a presença de uma representante do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), que esclareceu o funcionamento dos órgãos da ONU ligados à questão das drogas. Nara Santos explicou que o Conselho Social e Econômico da ONU é pautado pela sociedade civil, através de organizações cadastradas, que hoje são 3.172 no mundo.
Nara disse também que o UNODC e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (Unaids) vêm fazendo consultas informais sobre redução de danos. Ela destacou uma fala do diretor executivo do Unaids, Michel Sidibe, em 28 de janeiro, defendendo que se trabalhe com, e não contra, os usuários de drogas, para se chegar ao acesso universal, e recomendou acabar com as leis que representem obstáculos ao combate à Aids.
Maconha tem baixa toxidade, mas ecstasy pode matar
De acordo com o perito criminal da Polícia Civil do Rio de Janeiro Bruno Sabino, que faz análises e laudos de materiais apreendidos pela polícia, a repressão ao usuário tem diminuído a partir da vigência da nova lei sobre drogas, de 2006.
Segundo Sabino, a proporção de apreensões de grandes quantidades de drogas tem aumentado em relação às pequenas quantidades. “O policial tem que ter discernimento sobre se está prendendo um usuário ou um traficante, porque o tratamento deve ser diferente desde o início”, disse. As penas para usuários hoje têm três níveis: advertência, prestação de serviços e medida educativa.
Sabino, que é farmacêutico com formação em efeitos toxicológicos, preocupa-se bem mais com o ecstasy e outras drogas sintéticas do que com a maconha. Em suas pesquisas, descobriu que existem inúmeras misturas no mercado.
“Os consumidores de ecstasy não têm a menor idéia do que estão consumindo. Isso aumenta o risco de intoxicação”, disse. O perito explica que a droga tem pouca capacidade de causar dependência, mas se tomado em grande quantidade pode causar a morte.
Sobre a maconha, Sabino afirma que sua toxidade é muito baixa e que ela não parece ser, como dizem, uma “porta de entrada” para outras drogas. “Isso é mito”, afirmou.
Questão de saúde
Julita Lemgruber criticou o governo federal pela falta de uma campanha “decente” de prevenção contra as drogas. “Por que temos coragem de fazer campanhas de prevenção explícitas para o HIV mas não para as drogas?”, questionou.
Para Cristina Pimenta, da Abia, os maiores desafios na área da saúde são a sustentabilidade política e financeira dos programas, tanto de governos quanto de ONGs, a participação dos usuários de drogas no planejamento de programas de prevenção e tratamento e a inclusão social dos usuários em serviços de saúde.
Ela explicou que a vulnerabilidade do usuário de drogas ao HIV é avaliada em três níveis que se interrelacionam: o individual, o social e a programática, isto é, os serviços, bens e insumos oferecidos à população. “O declínio da transmissão de Aids por usuários de drogas através do sangue se deve ao impacto de programas de prevenção e redução de danos”, afirmou.
De acordo com Andrea Domanico, pesquisadora do Grupo Interdisciplinar de Estudo sobre Substâncias Psicoativas, as hepatites virais são o maior problema de saúde entre usuários de drogas no mundo. Os vírus são dez vezes mais eficazes na sua transmissão que o HIV e a desinformação não ajuda na prevenção.
“Quantos mais Ps pior: preto, pobre, prostituto e da periferia tem mais chance de se infectar. A redução de danos está ligada aos direitos humanos”, afirmou.
Luiz Paulo Guanabara criticou o fato de os órgãos do sistema de controle de drogas da ONU não adotarem o novo paradigma da redução de danos e lembrou que até algum tempo atrás o UNODC proibia o uso desse termo. “Mas não é só incluir o nome, é preciso incluir as práticas de redução de danos”, defendeu Guanabara. Entre essas práticas, ele cita a troca de seringas usadas por novas e a substituição da heroína por metadona.

17.2.09

Descriminalização da maconha gera polêmica

Não me importo com o barulho dos maus, mas com o silêncio dos bons.

Essa frase é do Reverendo Marthin Luther King ou do Gandhi? Talvez nem um nem outro. Só espero que o debate seja verdadeiramente um debate. Mas tem que botar a cara a tapa. Será que alguém no Congresso vai ter a moral???

A descriminalização da maconha no Brasil, proposta apresentada em um encontro da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia, realizado no último dia 11, no Rio de Janeiro, foi rechaçada na Assembleia. A iniciativa defende a legalização de quantidades pequenas do produto e está na declaração que será apresentada, na próxima reunião da Organização das Nações Unidas (ONU), que deve ocorrer em Viena, na Áustria, em março deste ano.

Na tarde de ontem, o deputado Antônio Moraes (PSDB) criticou a iniciativa defendida pelo ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso. "Tenho 25 anos de experiência na Polícia Civil e sei que a maconha é a porta de entrada para drogas mais pesadas, como a cocaína e o crack", observou. De acordo com o parlamentar, a legalização é prejudicial, uma vez que o Brasil não consegue vencer nem mesmo a luta contra o consumo do cigarro. "Estarei no combate à descriminalização e à disposição da sociedade brasileira. Acredito que a proposta só aumentará a violência e o número de dependentes químicos. Países que liberaram o consumo da droga sofrem, agora, com a necessidade de ter as fronteiras vigiadas constantemente", pontuou.

Moraes afirmou que discorda da justificativa do ex-presidente FHC de que a legalização combaterá, de forma efetiva, o tráfico de drogas. O deputado André Campos (PT) concordou com o posicionamento do tucano".

16.2.09

Será que vai?

Enviado por Rodrigo Pinto -
12/2/2009
-
17:35

Governo Lula, provocado, entra no debate sobre as drogas

Finalmente, o governo Lula entrou no debate das drogas. Depois de o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, falar em necessidade de aperfeiçoamento da legislação vigente - que ainda abre brechas para a prisão de usuários e a corrupção policial - o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, se disse favorável ao debate em torno da descriminalização da maconha.

Nesta quarta, a Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia defendeu a liberação do uso da droga. Em uma conversa reservada que tivemos o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, meu colega de blog Paulo Mussoi e eu, FHC criticou a falta de posicionamento sobre o tema no atual governo. Crítica com a qual concordo. O governo Lula, neste caso, cala e consente violência, abusos e hipocrisias.

Se o governo liderado pelo PT se diz progressista, não pode lavar as mãos. Tudo bem, a mudança na lei, para melhor, foi assinada pelo presidente Lula. Também na gestão dele, a Secretaria Nacional Anti Drogas passou a se chamar Secretaria Nacional Sobre Drogas, mudança simbólica, mas que não se refletiu, na prática, em ações educativas mais eficientes e numa discussão aberta sobre o tema. E o tabaco é um exemplo tão bacana de como a educacão sempre é mais eficaz do que a porrada policial (não aplicado ao cigarro, uma droga legal).

FHC afirma que políticos não gostam de abordar o assunto por medo de reações negativas nas urnas. Lembrou da eleição para a Prefeitura de SP em que foi acusado pelo adversário Jânio de ser maconheiro. "Tudo porque, numa entrevista anos antes, me perguntaram se eu havia fumado maconha e disse que tinha experimentado com meus primos, todos banqueiros, quando jovem".

O fato é que, como reconhece a comissão, a maconha é uma droga muito popular, que causa danos menores do que os provocados por drogas lícitas e que alimenta a corrupção e parte do volume de negócios do narcotráfico. Se o governo se calar, corre o risco de perder para oposicionistas a dianteira em um diálogo que muito interessa a jovens eleitores. Tudo bem, a posição de FHC é mais cômoda agora, quando já não disputa mais cargos eletivos. Mas é muito bom que um ex-presidente, que no governo se aliou a algumas das forças mais conservadoras do país, avance e traga uma nova posição em um assunto tão carente de opiniões corajosas.



fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/sobredrogas/post.asp?t=governo-lula-provocado-entra-no-debate-sobre-as-drogas&cod_Post=161072&a=544

14.2.09

adrenalina!!!!!!!!







TV: Lutando por Phelps na FOX




O editor da revista High Times, David Bienenstock apareceu na FOX para defender o nadador Michael Phelps, elogiando sua perfomance de campeão olimpico ao lidar com o Bong e repudiando a hipocrisia de punir atletas, que escolhem uma forma mais saudável de relaxar do que ingerindo alcool.
Aliás, estava na hora de rolar uma revista dessas por aqui no Brasil... Será que dava cadeia?

13.2.09

Atualidades

11 toneladas, sendo 91.000 ovos e 800 kg de carne, fora vários alimentos (sucos, legumes) ainda dentro do prazo de validade que por não ter sido acondicionados de maneira adequada estragaram e foram jogados fora pelo governo do Amazonas. Precisa comentar?
Enquanto isso Severino Cavalcanti (PP-PE), ex-presidente da Câmara Federal dos Deputa, que renunciou em 2005 depois de ser flagrado pagando propina para o dono do restaurante da Câmara, aconselha o gente fina Edmar Moreira (DEMO-MG), corregedor da Câmara(!!!), a tocar a vida e dar a volta por cima depois que deixou de declarar à Receita Federal um castelo (existe isso no Brasil???) de R$ 30.000.000,00 e ter dado um calote de R$ 45.000.000,00. "O eleitor nem se lembra disso", falou o sangue bom Severino.

Esse é o Edmar... Gente boa!

E esse é o castelo

Burro é o povo que vota nesses filadaputa...

Então aparece o FHC, numa cúpula de ex-presidentes da América latina (eu nem sabia que tinha isso!), defendendo a regulamentação do uso pessoal da maconha (por increça que parível). Aí no debate ocorrido entre os internautas do site do jornal o Globo a gente lê coisas do tipo:

"Defender a legalização de drogas é no mínimo irresponsável. Quem quiser se matar que o faça sozinho. Escolha o método e o execute sem envolver mais ninguém".
"Sendo proibida, a maconha já é usada pela maioria dos jovens brasileiros. Imagina se for legalizada. Será o fim do mundo legalizar o uso de uma substância que faz mal à saúde. O que é preciso é o governo construir mais presídios para guardar a bandidagem do país", completou Maurílio José Alvim.
Andrea Soares revelou sua preocupação com as consequências da descriminalização da maconha.
"Maconha é porta de entrada para drogas mais pesadas. Dificilmente alguém começa a usar heroína depois de chupar um pirulito".
Já Jorge Luiz Paz Bengochea diz que a descriminalização da droga causaria um aumento da violência.
"As drogas, além de negócio do crime, são estímulo para a violência. Com esta atitude, FH se rende a um poder mais forte e admite a sua incompetência para tratar deste problema se voltar a ser governo".

Idiotas!

O Serra libera R$ 20.000.000.000,00 (é isso mesmo 20 bilhões) para as empresas de SP não perderem lucros com a crise mas não tem coragem de comentar os fatos ocorridos em Paraisópolis ou sobre a cratera do metrô e as famílias que até hoje moram em hotéis.

O PCC está chegando em Portugal, mas em São Paulo o IDH é igual o da Suiça, segundo a impressão que esses malandros querem passar.

A sociedade vive a síndrome do Michael Phelps (já falei disso em outro post).

O cara ganhou tudo o que podia, é o maior medalhista olímpico da história e queria relaxar sem precisar ficar de ressaca no outro dia e agredir menos o seu corpo fumando maconha.


Por causa de uma foto teve de se retratar publicamente, perdeu contrato, perdeu o direito de competir por 3 meses, comeu o pão que o DEMO (não, não é o partido) amassou com o rabo.


Mas quando ele foi flagrado dirigindo bêbado, podendo atropelar e matar pessoas, ninguém falou nada (até "entenderam") e não perdeu contrato nenhum com a porra da Kellog (do sucrilhos).


Qualquer semelhança entre os que condenam Michael Phelps e os que bateram na brasileira não é mera conicidência...

6.2.09

Baseado no 9 é clássico...

Não tem polícia pra segurar a onda se a população não quiser. Atualmente, a lei não funciona, tem que mudar!!! Legalize! Regulamente!

Os ministros da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, e do Meio Ambiente, Carlos Minc, negociam dentro do governo uma proposta para ampliar o alcance da nova lei de entorpecentes. A legislação em vigor já exclui a pena de prisão para usuários de drogas, mas Minc e Vanucchi entendem que seria importante estabelecer regras ainda mais claras para assegurar tratamento diferenciado aos consumidores. Para Minc, brechas nas regras deixam usuários expostos a constrangimento, corrupção e extorsão por parte de autoridades encarregadas de combater o tráfico.Nesta quarta-feira, em Ipanema, um dia após o tumulto entre PMs, ambulantes e banhistas que estariam fumando maconha , jovens consumiam a droga no Posto 9. Eles aproveitavam os intervalos na ronda feita por policiais na praia. Em protesto contra a repressão, alguns vendedores e banhistas apareceram com apitos, ameaçando trazer de volta um costume dos anos 90 - apitar para alertar os usuários sobre a aproximação da polícia.Na confusão de quarta-feira, três pessoas foram detidas e três PMs ficaram feridos. Um dos detidos, o vendedor de mate Giovani de Souza Moraes, de 20 anos, voltou à praia para trabalhar. Ele disse que não usa droga e que só foi preso porque reclamou da revista feita num grupo de rapazes.

5.2.09

em algum lugar do futuro...

Nem sei se a idéia de vender maços de cigarros de maconha seria uma boa, acredito ser mais viável a venda de pequenas quantidades da erva solta, a exemplo do que ocorre na Holanda, mas fica aí a sugestão...










Ai!


Homenagem póstuma ao Dr. Albert Hofman


Nessa foto, ele foi flagrado pedalando no famoso Vondelpark...

Aos 102 anos, morre o Dr. LSD (Valeu a preza!!!)


O cara morreu em 29 de Abril de 2008, mas eu estava numa trip muito intensa e achei que tinha sido ontem...
Albert Hofmann, pai do alucinógeno conhecido como LSD (sigla para dietilamida do ácido lisérgico, em inglês), morreu nesta terça-feira (29), aos 102 anos.
Hofmann morreu em sua casa, na cidade de Basel, vítima de um ataque cardíaco, afirmou Rick Doblin, presidente da Associação Interdisciplinar de Estudos da Psicodelia, em uma notícia divulgada no site da instituição.
Hofmann, que nasceu em 1906 na cidade de Baden, descobriu o LSD em 1943, quando trabalhava nos laboratórios Sandoz, atualmente parte do grupo farmacêutico Novartis.
"Eu tive de deixar o trabalho e ir pra casa porque fui acometido por uma repentina sensação de desconforto e uma leve vertigem", escreveu em um relatório, ao falar sobre sua primeira experiência com a droga.
Ele realizava experiências para desenvolver um estimulante circulatório e respiratório, quando descobriu a droga. Foi cobaia de sua própria descoberta.
"Tudo o que eu via estava distorcido como em um espelho ondulado", afirmou, lembrando de seu retorno para casa. Três dias depois de sua primeira experimentação, Hofmann aumentou a dose e acabou em uma alucinação traumática, conhecida como "bad trip" (viagem ruim, em inglês).
Hippies
O LSD é uma droga com efeitos alucinógenos e foi a mais consumida dentro do movimento hippie nos anos 60. Depois disso, acabou sendo proibida e perdeu popularidade até os anos 90, quando voltou à tona entre os fãs de música eletrônica.
"Trata-se de um produto muito especial que atua na consciência, que é, afinal de contas, o que nos distingue dos animais", afirmou o químico, acrescentando que, sob os efeitos do LSD, "vemos, ouvimos e sentimos de forma diferente e intensa, mesmo com uma dose ínfima".
Hoffman sempre defendeu sua descoberta. "Eu produzi a substância como um remédio.. não tenho culpa se as pessoas abusaram dele", disse.
Entre 1947 e 1966, a Sandoz manufaturou o LSD em cápsulas e ampolas para utilização médica em tratamentos psiquiátricos e neurológicos, mas adquiriu uma má reputação por abusos em seu consumo --o que resultou no fim da produção.
Em declarações à imprensa de seu país, na ocasião de seus cem anos, Hofmann confessou não estar surpreso pelo fato de ter entrado para a história apenas por causa do LSD, apesar de ter feito outras descobertas.

Excuse me while I light my Spliff!


Israel e a Bezerra d’Água


Reproduzo aqui na íntegra texto retirado do blog fatosnefastos.blogspot.com

A água é ouro, por ela travam guerras e invadem territórios e o gás, outro tesouro, em Gaza vaza. O bezerro de Israel é o ouro.
Ah!, se muita gente não tentou justificar o genocídio que os europeus neo-israelenses estão cometendo na Faixa de Gaza (pararam para assistir à posse de Obama) com a simples e simplória afirmação de que eles (eles quem?) têm direito a uma pátria... nada mais justo que fosse na terra de seus antepassados.
Como se esses caras precisassem de um pedaço de terra, eles são donos do planeta terra! Donos dos grandes bancos, dominam as telecomunicações, dominam tudo! Mas pobres, eles foram escravos em Babilônia, foram escravos no Egito, foram expulsos de Espanha, seis milhões deles foram mortos pelos nazistas no maior massacre da história da humanidade, bradam.
Com essa conversa criaram uma indústria de indenizações. Morreram seis milhões de judeus.
Mas, meu deus, morreram 75 milhões de pretos com o tráfico negreiro e eles hoje só têm direito a uma mísera gleba num quilombo pobre.
Só no território que viria a ser o Brasil foram 5 milhões de almas indígenas ao massacre. No entanto, não admitem que os nossos silvícolas tenham direito a uma nação independente!
100 milhões de índios na América foram assassinados com a chegada dos homens brancos e suas caravelas, inclusive com o judeu Amerigo Vespúcio guiando uma delas. Cadê as glebas, cadê as terras?
E por que podem os neo-israelenses?
Por que o mundo se felicita com a chegada do primeiro homem negro à Casa Caiada e não teve o mesmo entusiasmo com a chegada do primeiro indígena à presidência de uma república na América do Sul?
Por que o mundo chorou e sorriu de felicidade com a derrubada do Muro de Berlim e hoje se silencia diante dos muros separatistas erguidos em Israel e nos Esteites?
É a propaganda, idiota!

Passa a bola Michael Phelps!


O Giba era o melhor fumador (ops!) jogador de vôlei do mundo quando foi flagrado com THC no sangue e admitiu que fumou maconha...
O Michael Phelps só ganhou 8(!!!) medalhas de ouro nas olimpíadas de Beijing... Esses dias deu umas bolas num bong numa festa de universidade num estado tradicionalista (Carolina do Sul) e saiu estampado revistas, jornais e sites mundo afora criticando sua conduta. Depois pediu desculpas, mas não devia ter pedido. Ele já provou o que precisava, o resto é sua intimidade e ninguém tem nada a ver com isso.
Tanto um como outro, pra não citar atletas da NBA que admitem fumar antes das partidas a talvez por isso realizem jogadas mirabolantes que só eles sabem fazer, são os melhores do mundo no que fazem e gostam de maconha. São fatos.
Aí o xerife do condado falou que vai indiciá-lo. Pense! Ele tinha que indiciar é a própria polícia que permitiu que a maconha chegasse lá...
Na Holanda 5% da população fuma maconha regularmente e não é criminosa por isso. Nos EUA 9% da população é bandida porque tem o mesmo hábito.
No Brasil nem deve existir tal estatística, mas os que defendem que a proibição devem continuar não querem nem saber quantos são, quanto fumam, onde conseguem, a proveniência do fumo... Nada disso importa, mas quando mamãe perguntar eu vou falar orgulhoso que no meu país não pode fumar maconha...
É mesmo como já disse o Gabeira: "Do ponto de vista da maconha, a humanidade deve parecer muito doida...!"
Legalize!!!

O Ministério da Justiça estuda mudanças na legislação sobre usuários de drogas

Fonte: O Globo > 4 / 2 / 2009-


O ministro Tarso Genro discutiu o tema segunda com o colega Carlos Minc, autor de lei no Rio que trata o usuário mais como problema de saúde pública.Aliás, Genro contou a Minc episódio ocorrido neste Fórum Social, em Belém, quando, por acaso, foi cercado por um grupo pró-legalização da maconha. A polícia, que veio em seu socorro, foi obrigada a ouvir o coro: "Alô, polícia/A maconha é uma delícia..."Enquanto isso, uma confusão assustou banhistas na tarde desta terça-feira na Praia de Ipanema, na Zona Sul do Rio. Cinco pessoas foram detidas quando a Polícia Militar chegou para abordar um jovem que estaria fumando maconha na areia.Segundo a 14ª DP (Leblon), para onde os detidos foram levados, quando o jovem percebeu que seria preso, teria escondido a droga na areia, enquanto um grupo cercou o policial militar. O jovem fugiu durante a confusão, segundo a delegacia.A Polícia Civil informou que foram jogadas garrafas de água e cocos nos policiais militares. A confusão chegou até o calçadão. O trânsito na Avenida Vieira Souto chegou a ser paralisado, para que nenhum veículo fosse atingido. O carro da PM também foi danificado.A delegada adjunta da 14ª informou que os cinco serão autuados por desacato a autoridade e lesão corporal leve. A polícia ainda vai abrir inquérito para apurar se os cinco detidos estão envolvidos nos danos feitos ao carro da polícia.